Como começar a trabalhar como tradutor

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O Profissional de Tradução

A norma EN15038 para os Serviços de Tradução estabelece toda uma série de
requisitos básicos necessários para o perfil do futuro tradutor, nos quais são incluídas
e descritas algumas valências e competências como, por exemplo, Gestão dos
recursos humanos, Competências profissionais, Competências translatórias,
Competência linguística e textual na LP e LC, Competência de investigação, aquisição
e processamento da informação, Competência cultural, Competência interpessoal,
Competência técnica e Competências profissionais.

Os requisitos necessários

Ter as habilitações necessárias para trabalhar como tradutor, ou seja, possuir uma licenciatura ou pósgraduação que o habilite a traduzir.
Ter conhecimentos linguísticos alargados em várias línguas.
Ter formação ou conhecimentos especializados em áreas técnico-científicas. Ex.: Direito, Economia, etc.
Possuir as ferramentas de tradução adequadas. Ex.: Ferramentas TAC (Tradução Assistida por
Computador), ligação à Internet, dicionários apropriados, memórias de tradução, bases terminológicas, etc.

A auto-promoção

O tradutor pode fazer a auto-promoção dos seus serviços de diversas formas, tais como, colocando anúncios em
jornais e revistas do ramo, registando-se em páginas web de divulgação de serviços de tradução ou
enviando directamente o seu C.V. às empresas. É importante fornecer sempre os seus contactos, como
e-mail, número de telefone, morada, bem como línguas de trabalho e áreas de especialização, etc.

O Curriculum Vitae (C.V.)

O seu C.V. deve apresentar os seus pontos fortes sem, no entanto, exagerar as suas capacidades e competências.
Além de descrever os seus antecedentes profissionais, o C.V. deve:
Estar apresentável e bem escrito.
Descrever correta e adequadamente as suas habilitações e experiência profissional.
Enumerar as associações profissionais das quais é membro.
Explicitar as línguas a partir das quais traduz (línguas de partida).
Declarar a quantidade de trabalho que consegue produzir (x palavras por hora, por exemplo).
Evidenciar as suas áreas de especialidade.
Realçar as diversas experiências profissionais fora do domínio da linguagem.
Sublinhar todos os serviços que pode oferecer para além da tradução (interpretação, revisão, etc.).
Mencionar o software e ferramentas que utiliza.
Depois de produzir o seu C.V., peça a alguém da área para lhe dar uma opinião crítica acerca da
maneira como se apresenta.

A carta de apresentação

Juntamente com o C.V., a carta de apresentação é um dos primeiros elementos que a empresa à qual se
candidata dispõe acerca de si.
A carta de apresentação deverá ser breve e simples. Esta carta deve, juntamente com o C.V., convencer
o empregador a chamá-lo para uma entrevista.
Dirija-se à pessoa certa e indicada dentro da empresa/entidade empregadora. Isto prova que teve o
cuidado de mandar a carta à pessoa certa dentro da organização à qual se candidata.
Não se alongue demasiado. A sua carta deve ter uma página no máximo. Convém transmitir a mensagem
através de frases curtas e dinâmicas. Evite chavões, linguagem estereotipada ou expressões clássicas
e use sempre uma frase de abertura personalizada e original. Não seja demasiadamente modesto, mas
evite, no entanto, a arrogância.